A amamentação sob a perspectiva do fonoaudiólogo

Dentre as experiências vivenciadas pelo bebê, a amamentação merece destaque. No dia 01 de agosto comemoramos o Dia Mundial do Aleitamento Materno.

A importância da amamentação, o aleitamento materno traz benefícios nutricionais, imunológicos, emocionais, econômicos e sociais que já são amplamente divulgados. Como também no momento tão importante no desenvolvimento infantil e no relacionamento mãe e filho, seja o mais seguro e feliz.

O aleitamento materno também tem efeitos positivos do ponto de vista da saúde fonoaudiológica, uma vez que está relacionado  ao crescimento e desenvolvimento craniofacial e motor-oral do recém-nascido, sendo sua presença, fator importante de prevenção.

Ao sugar o seio materno a criança estabelece padrão adequado de respiração nasal e postura correta da língua. A sucção durante a amamentação, promove o desenvolvimento adequado dos órgãos fonoarticulatórios quanto à mobilidade, tônus, força, postura e consequentemente o desenvolvimento das demais funções como a mastigação, deglutição e articulação dos sons da fala.

Contribui para a redução da presença de maus hábitos orais e posturais inadequados dos órgãos fonoarticulatórios.

O Desenvolvimento motor-oral reflete no desenvolvimento craniofacial, no crescimento ósseo e na dentição. Essas forças musculares promovem uma ação modeladora, mas que em condições inadequadas, podem conduzir a alterações anatômico-funcionais indesejáveis.

Somente a amamentação ou a sucção no peito materno promove a atividade muscular correta. Crianças amamentadas no peito tem menores chances de adquirir hábitos de sucção não nutritivos, comumente observados em crianças que não receberam aleitamento materno, ou o fazem por tempo menor. O desmame precoce pode levar a uma ruptura do desenvolvimento motor-oral adequado.

A Organização Mundial de Saúde, o Ministério da Saúde e a Sociedade  Brasileira de Pediatria recomendam a amamentação exclusiva até o sexto mês de vida e complementada até dois anos ou mais, permitindo a adequada transição alimentar, de modo que a criança tenha condições de receber alimentos certos na idade adequada, garantindo o pleno desenvolvimento.

A prática bem-sucedida do aleitamento materno depende, em grande parte, do apoio e das orientações recebidas pelas mães ao longo da gestação, nos primeiros momentos do nascimento e na alta hospitalar.

A técnica de amamentar deve ser ensinada e, para isso, o primeiro passo é a observação cuidadosa da mamada para que se possam ser feitos os ajustes e orientações necessárias para garantir o seu sucesso e sua permanência.

Todos os profissionais envolvidos com a saúde da díade mãe-bebê são agentes responsáveis pela promoção, incentivo e apoio ao aleitamento materno.

(Fonte Instituto PENSI)

Fonoaudiologia e áreas de atuação

O Fonoaudiólogo (a) é o profissional que entre as suas competências estão a prevenção, intervenção e reabilitação de alterações de linguagem oral e escrita, audição, fluência, voz e motricidade orofacial. É focado em todos os aspectos da comunicação humana. Logo, é responsável por desenvolver atividades voltadas à saúde, prevenção, avaliação, diagnóstico, orientação e terapia de seus pacientes. Pode atuar de forma individual ou em parceria com outros profissionais; pode se especializar em diversos ramos e, podendo trabalhar na área clínica ou educacional, bem como na área estética; envolver-se na área acadêmica, elaborando projetos de pesquisa nas mais diversas áreas. Este profissional pode atuar em instituições de saúde públicas e privadas como hospitais, clínicas, maternidades, laboratórios de diagnósticos, etc.

Áreas de atuação na Fonoaudiologia:

01. Audiologia
Atua na recuperação de diversos distúrbios auditivos, proporcionando desde terapias até a adaptação de aparelhos auditivos.

02. Linguagem
Trabalhará com aspectos que envolvem a comunicação oral e escrita, visando identificar e trabalhar possíveis distúrbios no processo de desenvolvimento da comunicação na esfera citada desde a infância à vida adulta.

03. Motricidade
Trabalhará na habilitação de funções relacionadas à respiração, sucção, mastigação, deglutição, expressão facial e articulação da fala, visando melhores condições de vida e de comunicação do paciente.

04. Saúde coletiva
Fazendo parte de grupos de estudos e reflexões sobre políticas públicas no sistema de saúde no Brasil. Pode atuar na atenção à saúde, sendo na promoção, prevenção, educação e intervenção, a partir do diagnóstico de grupos populacionais.

05. Voz
Atuará na avaliação, no diagnóstico e na reabilitação de problemas vocais, bem como com o aperfeiçoamento estético da comunicação e expressividade da voz, também poderá atuar com a prevenção de patologias vocais.

06. Disfagia
Atua na avaliação e no diagnóstico de distúrbios da deglutição, com intuito de intervir (habilitar e ou reabilitar) para prover melhoria na qualidade de vida do paciente.

07. Fonoaudiologia Educacional
O profissional terá espaço para atuar na promoção, aprimoramento e prevenção de alterações dos aspectos relacionados à audição, linguagem (oral e escrita), motricidade oral e voz que favoreçam e otimizem o processo de ensino e aprendizagem.

08. Gerontologia
Nesta área, muitas vezes sendo parte de uma equipe multidisciplinar, atua na promoção da saúde do idoso, prevenção, avaliação, diagnóstico, habilitação, reabilitação dos distúrbios relacionados à fala, audição, ao equilíbrio, à deglutição, motricidade orofacial e voz nessa população.

09. Fonoaudiologia Neurofuncional
Realiza avaliação, diagnóstico, habilitação e reabilitação fonoaudiológicos de pessoas com alterações neurofuncionais, provenientes de sequelas de danos ao sistema nervoso central ou periférico.

10. Fonoaudiologia do Trabalho
Participa de campanhas educativas, palestras e ações de conscientização dos trabalhadores e elabora estratégias de promoção e proteção em saúde no que se refere a Fonoaudiologia.

11. Neuropsicologia
O fonoaudiólogo trabalha com intuito de prevenir, avaliar, tratar e gerenciar os distúrbios que afetam a comunicação humana e sua interface com a cognição.

12. Fluência
Poderá atuar na identificação de tipologias das disfluências típicas e atípicas para o diagnóstico e intervenção em transtornos da fluência.

Autora: Marília Marcondes Ferreira – Fonoaudióloga da Acorde São Carlos
CRFa:6401

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA PARA ELEIÇÃO DA DIRETORIA EXECUTIVA E CONSELHO FISCAL

A ACORDE Associação de Capacitação  Orientação e  Desenvolvimento do Excepcional, com sede à Rua Victório Bonucci, 1385 Jardim  Tangará em São Carlos, devidamente representada por seu Presidente Oswaldo Ferrari da Silva , convoca através do presente edital, todos os associados contribuintes participantes do rol de membros,  para Assembléia Geral Ordinária, que se realizará no CAT (Centro de Assistência e Terapias) da Acorde  à Rua José Luís Olaio, 290 no Jardim Ricetti em São Carlos, no dia 06 de Novembro de 2.020, com a seguinte ordem do dia:

  • ELEIÇÃO DE DIRETORIA E CONSELHO FISCAL PARA O BIÊNIO 2021/2022

A inscrição das chapas candidatas deverá ocorrer na Secretaria da Acorde (Tangará), até 20 dias antes da eleição, que se realizará dentre as chapas devidamente inscritas e homologadas pela comissão eleitoral.

Somente poderão integrar as chapas os associados contribuintes da Acorde a pelo menos um ano e que estejam quites com suas obrigações sociais e financeiras.

É vedada a participação de funcionários da Acorde na Diretoria Executiva e no Conselho Fiscal, com vínculo empregatício direto ou indireto.

A Assembléia Geral instalar-se á em primeira convocação as 19 hs com a presença da maioria dos associados e as 19.30 hs em segunda convocação, com qualquer número, não exigindo a lei quórum especial.

São Carlos, 02 de outubro de 2.020

 

Oswaldo Ferrari da Silva

Presidente

 

O Terapeuta Ocupacional (T.O) na ACORDE

O Terapeuta Ocupacional (T.O) na ACORDE, atende os casos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) sendo estes os maiores diagnósticos que passam pela T.O atualmente, e no geral, também, atende a demanda de deficiência intelectual, atrasos no desenvolvimento, TDAH. A Terapia Ocupacional tem como objetivo trabalhar a autonomia e independência dos assistidos, favorecer a socialização e comunicação social, auxiliar e treinar as atividades de vida diária proporcionando funcionalidade no dia a dia, como por exemplo: vestir-se, escovar os dentes, pentear os cabelos, calçar sapatos, treinar a coordenação motora fina e grossa, habilidade necessária para a escrita, usar tesoura e outras tarefas do dia a dia. Favorecer habilidades visuais; favorecer o brincar funcional e a resolução de problemas; proporcionar a expressão de sentimentos, estimular e treinar habilidades cognitivas, de linguagem, comunicação e interação. É cada vez maior o número de casos diagnosticados de autismo ou Transtorno do Espectro Autista (TEA), que consiste em uma alteração no neurodesenvolvimento de algumas áreas do cérebro responsáveis pela linguagem, comunicação, interação e cognição.

Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), Os critérios para o diagnósticos do TEA consistem em: (a) déficits persistentes na comunicação e na interação social e (b) padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Tais características devem estar presentes desde os primeiros anos de vida da pessoa, sendo possível rastrear o autismo a partir de 1 ano e 4 meses, quando a criança já pode dar alguns sinais atípicos do desenvolvimento, ou até mesmo antes dessa idade, a partir dos 6 meses, já é possível observar algumas alterações no desenvolvimento do bebê.

É importante frisar que quanto mais cedo for descoberto o autismo (ou mesmo que este diagnóstico não seja fechado de imediato), maior será a “janela” de intervenções na qual a criança receberá os estímulos necessários para aquela faixa etária, isso para os casos diagnosticados de autismo ou outros diagnósticos, por exemplo: deficiência intelectual, atrasos no desenvolvimento, transtorno e déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), síndrome de down, entre outras condições.
A ACORDE está à disposição das pessoas desde 1988, é uma Associação sem fim lucrativo e presta atendimento sério, competente e acima de tudo profissional aos assistidos. Todos os profissionais da saúde e da educação são formados em cursos de nível superior.

É importante dizer que o trabalho da T.O na ACORDE e de qualquer outra área dentro dessa Associação não existe sem a participação das famílias, por isso, é de extrema importância a proximidade entre o Terapeuta e a responsável, para que o efeito dos trabalhos aconteça de forma generalizada, em ambientes naturais e menos estruturados e isso só é possível se existir essa parceria, tão importante para o assistido.

Autora: Débora Cristina Pelissari Melchiori – Terapeuta Ocupacional da Acorde
CREFITO 3 14479

 

Evento da ACORDE marca a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla em São Carlos

Um evento realizado neste sábado (22), marcou a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla 2020 em São Carlos. Pontualmente às 9h, funcionários da Acorde (Associação de Capacitação, Orientação e Desenvolvimento do Excepcional) iniciaram a homenagem saindo do Jardim Tangará (Rua Victório Bonucci) em direção aos bairros onde moram os seus assistidos, levando máscaras, mimos e uma cartilha. Um gesto de carinho, de amor e de afetividade. Em cada residência, muita emoção para quem entregava os produtos, e principalmente, para quem recebia.

As ações acontecem por todo o país, em muitos municípios e instituições, em prol desta causa e objetiva dar visibilidade social para as demandas desse segmento da população, combater a discriminação e o preconceito.

Dentre as pessoas com deficiências, aquelas com deficiência intelectual são as que mais sofrem com a discriminação. Outras deficiências têm a possibilidade de adaptação de ambientes e materiais pedagógicos, a exemplo do Braile para deficientes visuais, Libras para deficientes auditivos, acessibilidade arquitetônica para deficientes físicos, porém o deficiente intelectual depende da atitude do outro para conseguir interagir. Daí a necessidade da conscientização da sociedade, porque as conquistas de políticas públicas passam pela mobilização da sociedade e esse segmento da população precisa de políticas que melhorem a qualidade de vida e auto estima para alcançar o sentimento de pertencimento.

A verdadeira inclusão acontece quando eles se sentem contribuintes da sociedade, de alguma forma e para isso, há de se ter o incentivo no meio de convívio, exercício da autonomia e da cidadania.

Devido à pandemia, este ano as comemorações serão diferenciadas. A ACORDE preparou uma nova forma de lembrar a data. Sem apresentações e eventos ao público para evitar aglomerações, as comemorações, serão por meio eletrônico, com mensagens, fotos, interação família escola, viabilizados nos grupos de WhatsApp da entidade. “Quando esse tempo de pandemia passar – e vai passar – faremos uma linda comemoração reavaliando o que ficou de positivo, com mais solidariedade, conhecimento e o aprendizado de tudo isso”, explica a gerente executiva Nice Amato.

A Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, comemorada de 21 a 28 de agosto de cada ano, foi instituída pela Lei nº 13.585, de 26 de dezembro de 2017.

Saiba a definição do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)

O autismo – nome técnico oficial: Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) – é uma condição de saúde caracterizada por déficit na comunicação social (socialização e comunicação verbal e não verbal) e comportamento (interesse restrito e movimentos repetitivos). Não há só um, mas muitos subtipos do transtorno. Tão abrangente que se usa o termo “espectro”, pelos vários níveis de comprometimento — há desde pessoas com outras doenças e condições associadas (comorbidades), como deficiência intelectual e epilepsia, até pessoas independentes, com vida comum, algumas nem sabem que são autistas, pois jamais tiveram diagnóstico.

Causas do autismo

As causas do autismo são majoritariamente genéticas. Confirmando estudos recentes anteriores, um trabalho científico de 2019 demonstrou que fatores genéticos são os mais importantes na determinação das causas (estimados entre 97% e 99%, sendo 81% hereditário), além de fatores ambientais (de 1% a 3%) ainda controversos, que também podem estar associados como, por exemplo, a idade paterna avançada ou o uso de ácido valpróico na gravidez. Existem atualmente 960 genes já mapeados e implicados como fatores de risco para o transtorno — sendo 102 genes os principais.

Tratamento e sinais

Alguns sinais de autismo já podem aparecer a partir de um ano e meio de idade, até mesmo antes em casos mais graves. Há uma grande importância de se iniciar o tratamento o quanto antes — mesmo que ainda seja apenas uma suspeita clínica, ainda sem diagnóstico fechado —, pois quanto antes comecem as intervenções, maiores são as possibilidade de melhorar a qualidade de vida da pessoa. O tratamento psicológico com mais evidência de eficácia, segundo a Associação Americana de Psiquiatria, é a terapia de intervenção comportamental — aplicada por psicólogos. A mais usada delas é o ABA (sigla em inglês para Applied Behavior Analysis — em português, análise aplicada do comportamento). O tratamento para autismo é personalizado e interdisciplinar, ou seja, além da psicologia, pacientes podem se beneficiar com intervenções de fonoaudiologia, terapia ocupacional, entre outros profissionais, conforme a necessidade de cada autista. Na escola, um mediador pode trazer grandes benefícios, no aprendizado e na interação social.

Alguns sintomas como irritabilidade, agitação, autoagressividade, hiperatividade, impulsividade, desatenção, insônia e outros podem ser tratados com medicamentos, que devem ser prescritos por um médico. Dentre os medicamentos indicados a risperidona, que é da classe dos antipsicóticos atípicos, é o mais comum deles.

Quais são os sinais de autismo?

  • Não manter contato visual por mais de 2 segundos;
  • Não atender quando chamado pelo nome;
  • Isolar-se ou não se interessar por outras crianças;
  • Alinhar objetos;
  • Ser muito preso a rotinas a ponto de entrar em crise;
  • Não brincar com brinquedos de forma convencional;
  • Fazer movimentos repetitivos sem função aparente;
  • Não falar ou não fazer gestos para mostrar algo;
  • Repetir frases ou palavras em momentos inadequados, sem a devida função (ecolalia);
  • Não compartilhar seus interesses e atenção, apontando para algo ou não olhar quando apontamos algo;
  • Girar objetos sem uma função aparente;
  • Interesse restrito ou hiperfoco;
  • Não imitar;
  • Não brincar de faz-de-conta.

 

O símbolo do autismo é o quebra-cabeça, que denota sua diversidade e complexidade — criado em 1963 pela National Autistic Society, no Reino Unido.

Orientações às familias de crianças e adolescentes com Autismo em tempos de coronavírus

Diante da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e os possíveis impactos às famílias de crianças e adolescentes com autismo (atualmente denominado como transtorno do espectro autista – TEA), este material contém algumas orientações que podem contribuir para o melhor enfrentamento da situação. Não se trata de gerar mais demandas às famílias, mas de amenizar o dia a dia e as dificuldades que possam surgir.

Nesse cenário de pandemia, marcado por riscos e dúvidas, é importante que as famílias se acalmem e compreendam que por mais difícil que o dia a dia possa estar (devido à suspensão das atividades nas escolas, instituições e clínicas), estas medidas de segurança e controle¹ são necessárias e urgentes.

Sabemos que o cotidiano das famílias de crianças e adolescentes com autismo não é fácil e, portanto, é fundamental que o cuidado deles possa ser compartilhado.

Assim, identifique pessoas que poderiam ajudar, dividir tarefas, evitando a sobrecarga de apenas um cuidador.

A rotina habitual tende a se modificar em uma situação como esta, podendo resultar em sofrimento para as pessoas com autismo. Mesmo distante das atividades habituais, busque criar uma rotina em casa. Tenha horários e momentos para acordar, comer, atividades livres, tarefas e dormir. É uma forma de oferecer proteção e segurança às crianças e adolescentes.

Haverá dias em que ficar em casa será difícil. Procure horários mais tranquilos, com pouco movimento nas ruas, para levar as crianças e adolescentes para dar uma volta ao ar livre, caminhar, ter contato com a natureza e se distrair, mas não esquecendo das normas de segurança. Ainda que o ideal seja ficar em casa, pode ser que precise sair, por exemplo, para ir ao supermercado. Sempre que possível, vá sozinha(o) ou peça para alguém fazer essa tarefa.

Lembre-se que há lugares que oferecem delivery. Conte com outras pessoas para cuidado da criança ou adolescente enquanto estiver fora. Essa medida é importante tanto para evitar a contaminação, quanto situações estressantes. Caso não tenha com quem deixá-la(o), prefira horários menos movimentados, habituais e faça uso do atendimento preferencial.

A quarentena pode durar semanas ou meses, então não se cobre tanto a respeito das obrigações e tarefas que lhes são atribuídas em um dia a dia comum. Afinal, esta tem sido uma situação atípica e difícil para todos. Não se sintam culpados(as)! Certamente estão fazendo o melhor possível.

Caso tenha alguma crença, use disso. Mantenha a fé. Pode ser uma importante fonte de suporte, apoio e força nesse momento.

Em caso de urgência ou situação de crise, tente contato com o médico ou profissional de referência, eles poderão orientar. Não tome medidas ou decisões por conta, por exemplo, mudar a medicação. Se não conseguir ajuda profissional e a criança/adolescente ou a família estiver em risco, procure a Unidade de Pronto Atendimento – UPA (local de urgência e emergência de referência do município).

 *Material produzido pelo grupo de pesquisa, ensino e extensão do “La Follia”, do Depto. de Terapia Ocupacional da UFSCar juntamente com professores do Depto. de Medicina e Psicologia que trabalham na Saúde Mental.

Em tempos de coronavírus, ACORDE lança campanha para arrecadação de recursos. Contribua!

Há 32 anos a ACORDE é uma Organização da Sociedade Civil, sem fins lucrativos, que presta serviços à nossa comunidade, fortalecendo os vínculos sociais e defendendo os direitos das pessoas com deficiência intelectual e múltipla, paralisia cerebral, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Síndrome de Down. Ao longo desse tempo, milhares de pessoas foram beneficiadas pelos atendimentos prestados pela instituição.

Todo esse empenho e dedicação realizados por uma equipe multidisciplinar refletem na qualidade de vida das crianças, jovens e adultos atendidos pela ACORDE – que nos dias de hoje são quase 200 assistidos.

O objetivo da instituição é prestar assistência, prevenir e promover a saúde das pessoas com deficiência intelectual, oferecendo independência e inclusão social a quem mais precisa.

Junto a isso, educação e atividades intelectuais e físicas dão suporte ao desenvolvimento do assistido, formando um cidadão capaz de participar ativamente de nossa sociedade.

Toda essa estrutura, bem como o trabalho desenvolvido são oferecidos de forma gratuita às pessoas de São Carlos e Região. Ao contribuir com a ACORDE você garante a continuidade dos atendimentos e auxilia na manutenção e ampliação da organização.

Como contribuir?

– Através da Central de Doações, a ACORDE liga para você e te deixa por dentro de tudo o que está acontecendo na entidade. Assim você tem a certeza de que seu dinheiro é destinado a um projeto social sério e comprometido com o bem estar de nossa comunidade.

– O mensageiro passa em sua casa no dia e horário combinados, portando crachá de identificação e lhe entregando um recibo no valor de sua doação.

Caso não possa sair para receber nosso mensageiro, disponibilizamos um meio prático para que essa corrente de solidariedade não se desfaça num momento tão importante como esse!

Uma simples transferência ou depósito bancário ajudará muito a ACORDE a manter seu trabalho.

TRANSFERÊNCIA BANCÁRIA

Banco: Brasil (001)    Ag: 0295-x       CC: 65007-2
CNPJ: 57.716.185/0001-52    Em nome de: ACORDE

Viu como é fácil ajudar? Quando a ACORDE ligar, diga “SIM” e contribua!

Telefones para contato: (16) 3411-3082 / 3411-3084 e (16) 99243-9707 (WhatsApp)

ACORDE – Aqui sua doação é uma semente!

A importância do Uso da Tecnologia Assistiva (TA) no aprendizado das crianças autistas

A Tecnologia Assistiva (TA) é todos os recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou auxiliar as habilidades funcionais de pessoas com deficiência em seu cotidiano. A TA tem como objetivo proporcionar independência, melhor qualidade de vida e inclusão social, através da ampliação da comunicação, mobilidade, controle do seu ambiente e habilidades para o trabalho ou escola.

Sendo assim, ela pode ser aplicada a várias áreas do cotidiano, como na alimentação, com uso de talheres adaptados. Na comunicação, com recursos de Comunicação alternativa. Em sala de aula, como um simples engrossador de lápis, ou até mesmo computador com mouse adaptados.

Então quer dizer que meu celular é uma Tecnologia Assistiva? Depende. Se você for uma pessoa que necessita do sistema de acessibilidade do celular para conseguir ler as mensagens, ligar para alguém, ou pesquisar alguma coisa na internet, sim. Ou seja, se você for uma pessoa com baixa visão ou com cegueira, e necessita do celular para proporcionar independência nessa área, sim, o celular é uma TA.

Um objeto ou recurso só é considerado TA se a pessoa que estiver utilizando precisa dela para aqueles quesitos que listamos anteriormente. Meio confuso, não é? Vamos mudar de exemplo e pensar assim: O computador é uma tecnologia, certo? Mas é considerada uma TA? Depende! Se o computador for necessário para que em sala de aula você consiga acompanhar as atividades, sendo por slides ampliados, ou comunicação alternativa, sim, ele é uma tecnologia assistiva. Mas, caso você consiga acompanhar as aulas pela lousa ou com os livros, o computador será apenas uma tecnologia que “facilita” no seu cotidiano.

A TA é categorizada em duas, as de alta tecnologia, que são recursos tecnológicos, como mouse adaptados, softwares para computador/tablet/celular, controle de voz para televisão, entre outros. E podem ser de baixa tecnologia, como por exemplo, lápis engrossado, talheres engrossados ou adaptados, ou até mesmo uma prancha de comunicação feita em casa.

Mas isso quer dizer que as tecnologias de baixa tecnologia são inferiores? Nããão!! Apenas que são confeccionadas com materiais de fácil acesso e baixo custo. Porém, se for confeccionado pensando na necessidade da pessoa, e no final, ela atingir o objetivo, ela terá o mesmo resultado que uma TA de alta tecnologia.

Autora: Janaina Francieli Ferreira da Silva – Educadora Especial da Acorde

A Importância da Psicopedagoga

Atualmente a psicopedagogia é uma área com bastante destaque nos meios escolares e clínicos, posto que se ocupa da aprendizagem e dificuldades dos sujeitos em seu processo de desenvolvimento cognitivo. Deste modo, percebemos aumento significativo nas demandas de crianças com dificuldades de aprendizagem e portadoras de necessidades especiais nos últimos anos.

Assim entendemos que o psicopedagogo atualmente não limita seu trabalho, intervenções psicopedagógicas ou mesmo desempenho de funções e atividades psicopedagógicas   só com as crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem como transtornos relacionados à linguagem, escrita, cálculos ou déficits de atenção. O trabalho do psicopedagogo também se estende a atuar com as dificuldades de desenvolvimento das crianças que apresentam algum tipo de deficiência ou necessidade especial e não única e exclusivamente aos que apresentam dificuldades de aprendizagem. Seu trabalho tem caráter preventivo e terapêutico quando está relacionado aos sujeitos tidos como ´´regulares´´ e ou ´´comuns´´ que apresentam dificuldades de aprendizagem na leitura, escrita, cálculo, falta de atenção e de concentração. Mas quando se refere as suas mediações para os portadores de necessidades especiais a dimensão, a caracterização, os procedimentos e as intervenções tomam outro formato, de extrema importância, igualmente outras expectativas e perspectiva quanto aos possíveis resultados com estas crianças.

Sendo assim, sua atuação é bastante abrangente e o profissional lida com questões psicológicas, pedagógicas, afetivas e cognitivas. Por isso, ele acompanha a criança ou adolescente com variadas deficiências, como por exemplo, TEA e avalia como está sua aprendizagem, investiga os seus comportamentos e até mesmo elabora estratégias para realizar intervenções sempre que necessário.

Cabe ao psicopedagogo, impulsionar e facilitar o desenvolvimento cognitivo das pessoas com TEA, DI, PC, SÍNDROME DE DOWN E OUTRAS. Ele consegue por meio de diversas técnicas contribuir para que ESPECIAL entenda melhor as regras sociais e melhore a sua convivência com as pessoas da sociedade. Ele também atua na orientação dos familiares quanto as suas posturas e com os profissionais envolvidos diretamente com os alunos especiais.

O profissional reforça a ideia de que a aprendizagem é um processo de construção. Por isso, avalia todos os comportamentos, como curiosidades, ações e interações do indivíduo para elaborar um plano de aprendizagem. É importante e necessário que o psicopedagogo aborde cada caso individualmente de cada síndrome. Essa é a melhor forma para as intervenções pedagógicas sejam eficazes e o deficiente consiga se desenvolver, compreender e assimilar a interação com outras pessoas.

Autora:
Ana Paula Relva Izzo – Psicopedagoga Clínica e Institucional na Acorde